domingo, 25 de outubro de 2009

Por mais fria e calculista que eu possa ser, confesso que às vezes as emoções dos meus quase romances me tocam profundamente. Isso se dá principalmente nos minutos que antecedem meu sono, onde geralmente ouço música. Tenho consciência que existe algum pedaço de mim relativamente pronto para ser colocado a prova. Cair em queda livre e sem para-quedas. Acontece que o medo é maior e persistente. Assim será por muito tempo. Confesso também que nessas poucas horas em que viajo pelos meus pensamentos e rendo-me as possibilidades, eu sou imensamente feliz. É libertador deixar todos os temores um pouco de lado e apenas aproveitar. Por mais que meus pensamentos tenham se repetido muito nessas últimas semanas, aviso que não há riscos. Serei muito Isabella por muito tempo. Serei o pior de mim por muitas noites nas marquises das ruas. Mas um dia, sem dúvida, alguém com uma enorme capacidade, ou então uma homérica falta da mesma conseguirá despertar o melhor de mim. Esta é a minha mais nova certeza.