
Foi uma situação incomparável, um título que veio da forma mais árdua para um torcedor. Foi batalhado, sofrido. Foi na raça, no anseio, na união de tática com vontade. Será difícil apagar da memória de um vascaíno o nome, ou a imagem de todos os presentes em campo na última sexta feira. Mas mesmo quando a memória teimar em falhar e os momentos não tiverem mais o sabor de recente, existem nomes, feições e vozes que são impossíveis de serem apagadas. Como não lembrar que Ramon foi de raça todos os jogos? Como esquecer o maestro, o rei da colina Carlos Alberto? Esquecer do Elton? Aquele que nos deu o que precisávamos para chegar até a final, mas por um desejo divino perdeu o pênalti que podia ser o primeiro passo rumo ao título? Ah, aquele cara que mesmo após perder, e quase ver o Maracanã e a massa vibrante se virar contra ele foi lá, pegou a bola e disse "Deixa comigo". Esse cara teve postura de guerreiro. Fazendo jus a postura do time, do técnico e dos companheiros. Quem jogou com Alex Teixeira sabe. O garoto não é humilde. É marra. Na história cruzmaltina parece que a marra vem fazendo os gols dos títulos, das viradas ao longo dos anos, não é mesmo? Pois então afirmo que esses e tantos outros nomes nunca serão esquecidos. Vai tá escrito nos anais do Vasco da Gama 'O time que caiu, voltou, cresceu, venceu, virou...' E agora é mais gigante que nunca.
