terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Após semanas consecutivas vivendo no limite da confusão dediquei alguns minutos a uma conversa comigo mesma. Isso era algo comum para mim, mas vem se tornando cada vez mais raro. Como sempre, reafirmei para mim a verdadeira causa das minhas atitudes, cansei de fingir. Por um momento foi muito bom me enganar quanto aos meus sentimentos, fazendo-os parecerem reais quanto a certas pessoas. Mas não são, nunca foram. Nada que sinto passa da minha vontade de sentir principalmente por alguém que já não me pertence mais. Apesar de tal conclusão senti uma pontada em meu peito, um sorriso de canto surgiu e a pontada finalmente foi decodificada pelo meu cérebro. Mal decodificada, por sinal. De alguma forma senti como se nós sempre fossemos pertencer um ao outro. Assim como ele sempre estaria relacionado a mim nas mentes das pessoas, nas histórias, nos olhares que quando vêem um, buscam o outro... Eu sempre seria dele.
