Era sobre todos os meus erros ridículos que eu pensava naquela tarde, naquele táxi, onde eu insisti em ser estúpida mais uma vez. Onde eu deixei você passar por mim sem tentar te parar. Eu nunca lutei por você, mas sempre te quis. Nunca requisitei minhas forças, pois acreditava que você iria voltar. Aquela coisa de destino. O que é meu vai ser meu e tal. Só que até o destino cansa.
Não pedi pra parar o carro porque acredito que as coisas precisam andar. E por mim, elas andariam pra frente. Reencontrei minhas forças e me tornei o que sempre quis ser: livre.
Hoje sou totalmente livre. Não devo satisfação a ninguém. Vou pra onde quero, com quem quero e quando quero. Porém descobri que não tem sentido voar pra longe se não tiver pra onde voltar. Estou aí, nas ruas, nas festas, segurando uma lata de cerveja quando o que eu queria era segurar a sua mão.
Não sei se você sabe, não sei se você notou, mas teve um dia que eu te olhei bem nos olhos. Me senti meio boba, mas foi impulsivo. É, eu me perdi nos seus olhos naquele momento. E eu que já me perdi tanto nessa vida tive a certeza que o único caminho torto que vale a pena é o seu.
